A Sessão de Abertura da segunda edição do Noturno retoma o gesto de aproximar temporalidades e filmografias distintas do cinema feito em Pernambuco.

Em três décadas diferentes, reunimos obras do cineasta, agitador e inventor Jomard Muniz de Britto, do diretor, professor e pioneiro Paulo Caldas e da ousadia cinéfila do coletivo Surto & Deslumbramento. Filmes em que as fricções culturais atravessam os espaços públicos do Recife, invadem as tradições e desembocam na melancolia da juventude.

Pela primeira vez no Recife, exibiremos Cerimônia (2026), de Fabio Ramalho, André Antônio e Chico Lacerda.

Em parceria com o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), também estrearemos a nova cópia restaurada de Chá (1987), obra arrojada e psicodélica de Paulo Caldas.

Representando uma das principais inspirações do festival, temos a honra de exibir o clássico Inventário de Um Feudalismo Cultural Nordestino ou Fricção histórico-existencial (1978), de Jomard Muniz de Britto, em sua nova restauração digital em 2K, pela primeira vez em Pernambuco.

A restauração do filme é uma realização da Cinelimite e da Sessão INDETERMINAÇÕES, com financiamento do Itaú Cultural e apoio da Mnemosine Serviços Audiovisuais. Inicialmente digitalizado pela Cinelimite, o filme em Super 8 ganhou uma nova cópia em 2K por ocasião do programa Tudo aquilo que ferve, da Sessão INDETERMINAÇÕES, no Cinema do IMS Paulista. O processo foi realizado em Brasília, no Laboratório Digital Cinelimite, sob coordenação técnica de William Plotnick e consultoria da preservadora audiovisual Débora Butruce, a partir dos materiais digitalizados pelo projeto Jomard Muniz de Britto: Preservação, Pesquisa e Difusão. A restauração de som é assinada por José Luiz Sasso.