sobre
o festival
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O Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife nasce do desejo de ampliar as conversas sobre cinema na cidade. Recife, com sua longa tradição de invenção cinematográfica, pensamento crítico e encontros entre realizadores e público, sempre ocupou um lugar de destaque no panorama audiovisual nacional e internacional. Diante desse cenário, o Noturno surge como um convite a voltar o olhar para os gestos inventivos, desviantes e marginais que marcaram — e continuam a marcar — , a história do cinema pernambucano, em diálogo com produções de outros territórios do Brasil e do mundo. Com esse movimento, o festival busca colocar no centro do debate o fazer cinematográfico e suas múltiplas possibilidades de invenção e experimentação.
Entre seus diversos eixos de atuação, que incluem oficinas, seminários e atividades formativas voltadas para temas como preservação, memória, métodos de produção e crítica cinematográfica, o Noturno também se propõe a ser um novo espaço de circulação para o curta-metragem – esse formato inquieto e compacto, onde tantas vezes nascem os gestos mais explosivos, poéticos e inesperados do cinema.
O festival abre espaço ainda para a exibição de clássicos da cinematografia nacional e internacional, hoje restaurados e redescobertos, à espera de seu reencontro com o público, e para as apostas mais instigantes do novíssimo cinema independente – acompanhando filmes que buscam caminhos próprios de produção, linguagem e circulação, entre intercâmbios, redes de colaboração e trocas de experiências dentro da sala de cinema e suas conversas etílicas posteriores.
Realizado em duas das mais emblemáticas salas de exibição da cidade, o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e o Cinema São Luiz, o festival se ancora na força histórica desses espaços, posicionando-os como territórios expandidos de encontro entre filmes e público.
Idealizado por Felipe André Silva, Felipe Karnakis e João Rêgo, o Noturno toma como inspiração, para seu título e energia, o espírito livre de Noturno em ré-cife maior (1981), filme seminal do cineasta Jomard Muniz de Britto, propondo-se a seguir o seu gesto criativo: voltar o olhar ao que se move nas sombras das cidades, suas histórias, paisagens e rostos.