sobre
o festival
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O Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife nasce do desejo de ampliar as conversas sobre cinema na cidade.
Recife, com sua longa tradição de invenção cinematográfica e pensamento crítico, sempre ocupou um lugar de destaque no panorama audiovisual nacional e internacional. Diante deste cenário, o Noturno surge como um convite a voltar o olhar para os gestos inventivos, desviantes e marginais que constituíram — e continuam a subsidiar —, a história do cinema pernambucano, em diálogo com produções de outros territórios do Brasil e do mundo. Com esse movimento, o festival busca colocar no centro do debate o fazer cinematográfico e suas múltiplas possibilidades de invenção e experimentação.
Entre seus diversos eixos de atuação, que incluem oficinas, seminários e atividades formativas voltadas para temas como preservação, memória, métodos de produção e crítica cinematográfica, o Noturno também se propõe a ser um novo espaço de circulação para o curta-metragem — com mostras competitivas que apresentam ao público recifense produções marcadas pelo risco, pela experimentação e pela investigação de formas e linguagens.
O festival também perscruta as múltiplas camadas da história do cinema brasileiro e mundial, por meio da exibição de clássicos da cinematografia nacional e internacional, hoje restaurados e redescobertos, à espera de seu (re)encontro com o público. Ao mesmo tempo, volta seu olhar para as proposições mais instigantes do novíssimo cinema independente, acompanhando filmes que trilham caminhos próprios de produção, linguagem e circulação, impulsionados por intercâmbios, redes de colaboração e trocas de experiências que se estendem da sala de cinema às conversas etílicas que a sucedem.
Realizado em agosto nas duas das mais emblemáticas salas de exibição da cidade, o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e o Cinema São Luiz, o festival se ancora na força histórica desses espaços, posicionando-os como territórios expandidos de encontro entre filmes e público.
O Noturno toma como inspiração, para seu título e energia, o espírito livre da obra Noturno em ré-cife maior (1981), filme seminal do cineasta Jomard Muniz de Britto, propondo-se a seguir o seu gesto criativo: olhar o que se move nas margens das cidades, suas histórias, paisagens e rostos.